
Uma massa de ar seco atravessa o estado de São Paulo e deve fazer a temperatura atingir picos de até 35º C no interior do estado nos próximos dias, de acordo com dados da Defesa Civil. Este fenômeno deve derrubar a umidade relativa do ar para valores considerados prejudiciais à saúde humana.
Com calor intenso e a chegada do período de estiagem, o Governo de São Paulo reforça a necessidade da população economizar água nos municípios da Região Metropolitana, abastecidos pelo Sistema Integrado Metropolitano (SIM).
O SIM reúne as principais represas que abastecem a população da Grande São Paulo. Em meados de abril o sistema registrava 56% de armazenamento, percentual que corresponde a faixa 3 de atuação, segundo escala de gestão adotada pelo Governo de SP, em parceria com a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e a SP Águas, e que prevê adoção do consumo racional e combate às perdas na distribuição.
Para reduzir perdas e poupar água, em agosto do ano passado foi determinada a gestão da demanda de água no período noturno, das 19h às 5h, com objetivo de preservar os mananciais que abastecem a região. A redução da pressão noturna já economizou mais de 151 bilhões de litros de água, suficientes para abastecer toda a região metropolitana por um mês.
A metodologia de gestão integrada de recursos hídricos do SIM estabelece 7 faixas de atuação, de acordo com os níveis de reservação nos períodos de chuva e de estiagem.
A metodologia permite o planejamento de ações a partir de projeções que consideram patamares de segurança para reservação no SIM, afluências, consumo e volume de chuvas e monitorados permanentemente, de modo a garantir a atualidade das projeções caso as variáveis se alterem.
Ao todo, foram criadas 7 faixas de atuação que representam etapas graduais de criticidade e orientam quais medidas de contingências serão adotadas em cada cenário. Para assegurar previsibilidade, as restrições só acontecem após sete dias consecutivos dos índices em uma mesma faixa, com relaxamento após 14 dias consecutivos de retorno ao cenário imediatamente mais brando.
Nas faixas de 1 a 3, o foco é em prevenção, consumo racional de água e combate a perdas na distribuição. As faixas 1 e 2 estabelecem o Regime Diferenciado de Abastecimento (RDA) e a gestão de demanda noturna de 8 horas, respectivamente. A faixa 3, onde São Paulo se encontra atualmente, prevê gestão de demanda noturna de 10 horas por dia e intensificação de campanhas de conscientização.
Já nas faixas 4, 5 e 6, os cenários são de contingência controlada, com períodos ampliados de redução da pressão na rede, por 12, 14 e 16 horas. Por fim, na faixa 7, o cenário mais grave inclui o rodízio de abastecimento entre regiões, com obrigação de fornecimento de caminhões-pipa para apoio a serviços essenciais.
O Governo de São Paulo pede que a população faça uso consciente da água, evitando desperdícios durante a temporada de verão.
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