
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, decidiu dar andamento à proposta que estabelece um limite máximo para o valor cobrado no IPVA.
A proposta está em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pelo deputado Kim Kataguiri (União-SP). O texto prevê a criação de um teto nacional para o imposto cobrado sobre veículos automotores.
Pela proposta apresentada por Kataguiri, o IPVA passaria a ter um teto máximo de 1% sobre o valor do veículo em todo o país. Atualmente, a alíquota do imposto varia de estado para estado, podendo chegar a 4% do valor do veículo, dependendo da categoria e da legislação estadual.
A ideia da PEC é padronizar e reduzir a carga tributária para proprietários de veículos, limitando o valor que pode ser cobrado pelos governos estaduais.
Após conversa com Kataguiri, Hugo Motta encaminhou o texto para a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, que é a primeira etapa da tramitação de uma PEC no Congresso.
Nesta quarta-feira (4), deverá ser anunciado como relator da proposta o deputado Rodrigo de Castro (União-MG). Nos bastidores, o parlamentar já indicou que pretende apresentar parecer favorável ao projeto.
Kataguiri também se reuniu com o presidente da CCJ, Leur Lomanto Júnior (União-BA), que prometeu dar celeridade à tramitação, colocando o texto em votação assim que o relatório estiver concluído.
Como a redução do IPVA poderia gerar queda na arrecadação dos estados, a PEC também propõe medidas para compensar essa perda.
Entre elas estão:
Limite de 0,1% da Receita Corrente Líquida para gastos com publicidade da União, estados e municípios;
Teto de 0,4% da Receita Corrente Líquida para as despesas totais do Poder Legislativo e dos Tribunais de Contas nas esferas federal, estadual e distrital.
Segundo o autor da proposta, essas medidas ajudariam a equilibrar as contas públicas mesmo com a redução da arrecadação proveniente do IPVA.
Se for aprovada na CCJ, a PEC ainda precisará passar por uma comissão especial antes de seguir para votação no plenário da Câmara. Para avançar, o texto precisa do apoio de três quintos dos deputados em dois turnos de votação. Depois disso, a proposta também deverá ser analisada pelo Senado.
Se aprovada em todas as etapas, a mudança passará a valer em todo o país, podendo reduzir significativamente o valor do IPVA pago pelos proprietários de veículos.
Mín. 18° Máx. 29°