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O instituto Paraná Pesquisas divulgou nesta quarta-feira (22) levantamento para o governo do Rio Grande do Sul que revela um cenário de empate técnico entre os dois líderes: o deputado federal bolsonarista Luciano Zucco (PL-RS), com 34,2% das intenções de voto, e a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT), com 30,1%, diferença que cabe dentro da margem de erro de 2,6 pontos percentuais.
Disputa acirrada no governo do RS
O deputado federal Luciano Zucco (PL) lidera numericamente a corrida ao Palácio Piratini com 34,2% das intenções de voto, mas a vantagem sobre Juliana Brizola (PDT), que registra 30,1%, não ultrapassa a margem de erro de 2,6 pontos percentuais. Na prática, os dois estão empatados e qualquer projeção de vitória antecipada seria precipitada. O vice-governador Gabriel Souza (MDB) aparece em terceiro lugar, com 13%, e o ex-prefeito de Guaíba Marcelo Maranata (PSDB) soma 4,7%.
O levantamento foi realizado presencialmente entre 16 e 19 de julho com 1.500 eleitores e nível de confiança de 95%.
Polarização e rejeição dos candidatos
A corrida ao governo gaúcho replica com fidelidade o embate que divide o Brasil. Zucco, ex-líder da oposição na Câmara dos Deputados, é aliado do senador Flávio Bolsonaro. Do outro lado, Juliana Brizola, neta do ex-governador Leonel Brizola, é apoiada pelo presidente Lula, reforçando o alinhamento com o campo progressista. Marcelo Maranata (PSDB) também assegurou o apoio de Lula à sua candidatura, o que, se confirmado, introduz uma disputa interna no campo lulista pelo eleitorado que rejeita tanto o PT quanto o PDT.
A polarização, porém, tem um custo visível nos índices de rejeição. Juliana Brizola lidera esse indicador com 27,3% dos eleitores declarando que não votariam nela em nenhuma hipótese. Zucco vem logo atrás, com 22,9% de reprovação. Os dois nomes que dominam as intenções de voto são também os mais rejeitados do campo, o que sinaliza uma disputa em que a mobilização do voto útil e a capacidade de ampliar bases além dos núcleos duros podem ser determinantes no segundo turno.
Cenário para o Senado e avaliação do governo atual
A disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Sul é ainda mais fragmentada. Manuela d’Ávila (PSOL) lidera numericamente com 30,7%, seguida por Marcel Van Hattem (Novo) com 28,6% e pelo ex-governador Germano Rigotto (MDB) com 26,3%. Os três estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro. Paulo Pimenta (PT) aparece com 23,7% e Sanderson (PL) com 20,3%, também dentro do intervalo estatístico em relação aos líderes. Com cinco candidatos separados por apenas dez pontos percentuais, qualquer movimentação de campanha pode alterar o quadro de forma significativa nos próximos meses.
A avaliação do governador Eduardo Leite (PSD) reflete um estado dividido também na percepção sobre a gestão em curso. Sua administração é aprovada por 48,4% e desaprovada por 47,9% dos eleitores, uma diferença de apenas meio ponto percentual. Quando se detalha a qualidade percebida, o quadro é ainda mais desfavorável: apenas 30% classificam a gestão como ótima ou boa, enquanto 32,8% a consideram regular e 35,1% a avaliam como ruim ou péssima. Para os candidatos da oposição, esses números representam uma janela de oportunidade; para os aliados de Leite, um alerta sobre o custo de uma eventual associação direta com o governo estadual.
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