
O estado de São Paulo consolida uma trajetória de redução histórica dos principais indicadores criminais desde 2023. Os resultados decorrem de uma política pública baseada em inteligência, tecnologia, inovação, integração entre as forças de segurança e fortalecimento do efetivo policial.
Os indicadores mais recentes ilustram esse cenário. Em maio deste ano, o Atlas da Violência 2026, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revelou que o estado de São Paulo registrou a menor taxa de homicídios dolosos do país, com 6,6 mortes por 100 mil habitantes em 2024 —a média nacional é de 20,1.
O estado também registra recorrentemente números mínimos da série histórica em diversos crimes. Em 2025, houve queda nos principais índices criminais acompanhados pela Secretaria de Segurança Pública, com a menor quantidade anual da história de roubos, homicídios, latrocínios, roubo de veículo e roubo de carga .
Os recordes se repetem em 2026. O primeiro quadrimestre do ano atual teve a menor quantidade da história de ocorrências de homicídios dolosos, latrocínios e roubos , quando comparado ao mesmo período de todos os anos anteriores, até 2001, início da série histórica da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP).
Por trás desses números está uma mudança estrutural na forma de enfrentar a criminalidade. O objetivo dessa mudança é que o Governo de São Paulo possa tornar a atuação policial mais precisa, preventiva e eficiente.
Principal programa de integração entre os níveis estadual e municipal de segurança pública, o Muralha Paulista reúne tecnologia, inteligência artificial e compartilhamento de dados para reforçar a prevenção e a resposta das forças policiais. A iniciativa cria uma rede inteligente capaz de dificultar a mobilidade criminal e tornar as ações de segurança mais eficientes. Atualmente, 94% dos municípios paulistas já aderiram ao programa, o equivalente a 607 cidades, e 228 estão totalmente integrados. A estrutura reúne 125 mil câmeras e sensores conectados e recebeu investimentos de R$ 440 milhões.
O Governo de São Paulo também criou um cinturão de segurança e inteligência viária em todo o território paulista. A medida amplia a integração do Muralha Paulista com sistemas instalados em rodovias, serviços públicos concedidos e demais infraestruturas reguladas pelos órgãos parceiros. Com essa expansão, o programa passará a contar com mais 4 mil câmeras, fortalecendo a vigilância em todo o estado.
Os equipamentos cruzam informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utilizam reconhecimento facial para identificar automaticamente foragidos da Justiça.
O Muralha Paulista conecta, em tempo real, equipamentos de órgãos públicos e instituições privadas, bancos de dados de veículos e pessoas, indicadores criminais e informações georreferenciadas. O sistema utiliza computação em nuvem e inteligência artificial para apoiar a tomada de decisões, identificar padrões de criminalidade, direcionar recursos operacionais, fortalecer investigações e antecipar ações de prevenção.
A proposta é criar uma gestão mais integrada da segurança pública, baseada em evidências e no uso qualificado de informações. Com dados analisados em tempo real e sob curadoria humana, as forças policiais passam a atuar com maior precisão tanto na prevenção quanto na repressão ao crime.
Em 29 de maio, por exemplo, a Polícia Militar prendeu dois homens procurados pela Justiça durante a partida entre Palmeiras e Junior Barranquilla, válida pela Copa Libertadores, no Allianz Parque, na zona oeste da capital paulista. As capturas ocorreram após alertas emitidos pelo Muralha Paulista.
A região da Cracolândia, que chegou a concentrar cerca de 3 mil pessoas no início da gestão, teve seu esvaziamento em 2025. As ações integradas das forças de segurança resultaram em 23,4 mil detenções, na apreensão de 13,5 toneladas de drogas, na retirada de 682 armas de circulação e na recuperação de aproximadamente 2 mil veículos.
O atendimento à população em situação de dependência química foi conduzido em paralelo. Ao longo da gestão, mais de 43 mil dependentes químicos foram atendidos no HUB de Cuidado em Crack e outras Drogas, criado pelo Governo de São Paulo.
Os reflexos também são percebidos pela população. Após o esvaziamento do fluxo de uso de drogas, a região registrou o menor número de roubos dos últimos 25 anos, com 3.366 ocorrências em 2025, queda de 63% em relação ao pior resultado da série histórica, registrado em 2022. Na comparação entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo período de 2022, os roubos e furtos na região caíram 32%.
Outra frente que representa uma mudança de paradigma em São Paulo é o Recupera-SP. O programa atua diretamente sobre a estrutura financeira das organizações criminosas, buscando enfraquecer sua capacidade operacional por meio da descapitalização de grupos envolvidos em atividades ilícitas. Mais de R$ 120 milhões já foram recuperados desde o início da iniciativa.
A iniciativa introduz uma lógica de enfrentamento baseada na inteligência patrimonial e financeira. Além de atingir economicamente as organizações criminosas, o programa permite que os recursos recuperados sejam revertidos para investimentos em equipamentos, tecnologia e infraestrutura da segurança pública.
O combate ao tráfico de drogas também tem produzido resultados expressivos. Desde 2023, as forças de segurança apreenderam 733 toneladas de drogas em todo o estado, provocando prejuízo estimado superior a R$ 3,2 bilhões às organizações criminosas. Somente na Baixada Santista foram apreendidas 40 toneladas de entorpecentes, com prejuízo calculado em R$ 266,7 milhões ao crime organizado.
Ao todo, foram 500 ações especiais conduzidas pelas forças de segurança em conjunto com o Ministério Público e a Polícia Federal para desarticular facções criminosas e combater o tráfico de drogas.
A estratégia de redução da criminalidade ainda passa pelo fortalecimento do efetivo policial. No início de junho, o Governo de São Paulo publicou edital para concurso destinado à contratação de 4 mil soldados da Polícia Militar. A medida integra o programa de recomposição e ampliação dos quadros das forças de segurança, que tem como meta viabilizar a entrada de 26 mil novos policiais até o final deste ano. Desde 2023, mais de 16 mil novos policiais passaram a atuar nas ruas.
Além disso, o Estado investiu R$ 1,7 bilhão no fortalecimento das forças policiais, com a aquisição de 18,6 mil armas, 57,3 mil coletes balísticos, 3,8 mil viaturas, um novo helicóptero, 15 mil câmeras corporais e a construção ou modernização de 173 unidades policiais na Grande São Paulo.
A ampliação do efetivo veio acompanhada da valorização das carreiras policiais. O Governo de São Paulo concedeu reajuste salarial de 10% às Polícias Civil e Militar e sancionou leis que modernizam as carreiras das duas corporações. O Estado também autorizou R$ 609 milhões em bônus por desempenho para as forças de segurança.
A proteção das mulheres também ganhou reforço com ações específicas voltadas à prevenção da violência doméstica e à responsabilização de agressores. Criada em maio deste ano, a Patrulha SP Mulher Segura é uma força especializada da Polícia Militar voltada ao atendimento ostensivo e preventivo de ocorrências de violência doméstica. Viaturas exclusivas atuam conforme os indicadores de violência doméstica e demandas de cada área. O serviço teve início na capital e, até o final do ano, será expandido pela PM para o interior e litoral, com previsão de 100 veículos e equipes.
São Paulo conta também com 144 Delegacias de Defesa da Mulher, além da DDM Online e das Salas DDM Online nas delegacias comuns, que ampliam o acesso ao atendimento policial especializado, ao acolhimento das vítimas e à solicitação de medidas protetivas.
Outro avanço é a expansão da Cabine Lilás, iniciativa que direciona chamadas relacionadas à violência doméstica feitas ao 190 para policiais femininas capacitadas para orientar, acolher e encaminhar as vítimas aos serviços de proteção disponíveis. Implantada inicialmente na capital em 2024, a estrutura foi ampliada para todo o estado.
O aplicativo SP Mulher Segura, lançado em 2024, também reúne serviços de proteção em um único ambiente digital, permitindo o registro de ocorrências, o acionamento emergencial da Polícia Militar e o acesso facilitado à rede de apoio.
Além disso, o monitoramento eletrônico de agressores segue em expansão. Em abril deste ano, o Governo de São Paulo e o Tribunal de Justiça firmaram acordo para ampliar a utilização da medida em todo o território paulista. Atualmente, o estado dispõe de 1.250 equipamentos entre tornozeleiras eletrônicas e dispositivos de acompanhamento.
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