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Isolado, Sergio Moro sofre revés no Paraná com aliança de Ratinho Jr.

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Por Carlos viana

22/07/2026 19:35 · 3 min de leitura

Isolado, Sergio Moro sofre revés no Paraná com aliança de Ratinho Jr.
Foto: O ex-juiz e senador Sergio Moro - (Marcos Oliveira/Agência Senado)

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A federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, anunciou nesta quarta-feira (22) apoio à pré-candidatura de Sandro Alex (PSD) ao governo do Paraná. A decisão foi selada em reunião realizada pela manhã entre o governador Ratinho Jr. e lideranças da federação, entre elas o deputado federal Ricardo Barros (PP), principal articulador das duas legendas no estado.

Com 106 deputados federais, a federação detém o maior tempo de rádio e televisão da coligação, com estimados dois minutos e 28 segundos no horário eleitoral. O movimento representa uma vitória expressiva de Ratinho Jr., que encerra seu segundo mandato com o desafio de transferir votos para seu ex-secretário de Infraestrutura e Logística e manter seu grupo no comando do Paraná.

O acordo também inclui o apoio ao candidato ao Senado Alexandre Curi (Republicanos), presidente da Assembleia Legislativa, que entra na composição como peça central da estratégia governista.

Isolamento de Sergio Moro

O principal derrotado com a manobra é Sergio Moro. O senador deixou o União Brasil e migrou para o PL esperando ainda atrair o PP para sua dobradinha.

Com a formalização do apoio a Sandro Alex, Moro perde a federação que poderia ampliar seu arco de alianças e reduzir a rejeição entre prefeitos e deputados ligados ao governo estadual. Em março deste ano, 48 dos 53 prefeitos do PL anunciaram desfiliação do partido após o ex-juiz se filiar à legenda.

Michelle bate o martelo sobre presença na convenção que vai oficializar candidatura de Flávio Bolsonaro

“Sou coerente. Não tenho como ficar no palanque de um homem que saiu da pasta com o discurso de que Bolsonaro é corrupto. Se o Valdemar (Costa Neto) e os outros dirigentes esquecem fácil as coisas, não tenho como ficar ao lado deles”, disse o deputado federal e então presidente estadual da sigla Fernando Giacobo ao dizer que também sairia da legenda.

Greca sem o interior

Rafael Greca também sai enfraquecido. O ex-prefeito de Curitiba deixou o PSD, filiou-se ao MDB e apostou justamente na federação União Progressista como possível aliada para furar o cerco governista.

Greca conta com o recall de três mandatos na prefeitura e forte presença na capital, mas sem a coligação que poderia dar à sua candidatura a penetração necessária no interior do estado. As convenções partidárias seguem até 5 de agosto, e os registros de candidatura vão até o dia 15.

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