Audio
Ouvir esta noticia
Use o player para escutar a materia.
O governo Lula (PT) negou vistos de dois funcionários dos Estados Unidos que viajariam ao Brasil com o objetivo de deslegitimar o processo eleitoral brasileiro e questionar as urnas, segundo o jornal The Washington Post. Os vistos foram negados pelo Itamaraty sob o argumento de que havia uma relação direta entre a missão dos representantes do governo de Donald Trump e os ataques promovidos pelo candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro.
O pedido havia sido feito nos nomes de Riley Barnes, secretário-assistente e Samuel Samson. Eles haviam entrado com a solicitação do visto na última segunda-feira (20) e a negativa foi comunicada ao governo dos EUA nesta semana.
Quem são Riley Barnes e Samuel Samson
Riley Barnes é secretário-assistente para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado, cargo para o qual foi indiciado em outubro do ano passado por Marco Rubio. Além disso, ele também ocupa a função de Coordenador Especial dos EUA para Assuntos Tibetanos desde fevereiro, e de Embaixador Itinerante para a Liberdade Religiosa Internacional desde abril.
Antes disso, Riley também já ocupou os cargos de conselheiro sênior do subsecretário para Assuntos Políticos, subsecretário adjunto para Assuntos de Relações Diplomáticas e subsecretário adjunto para Assuntos de Organizações Internacionais na pasta.
Já Samuel Samson é subsecretário Adjunto do Departamento de Estado e, de acordo com o site do Departamento de Estado, é responsável pela defesa dos direitos naturais e o desenvolvimento de políticas para preservar o patrimônio civilizatório ocidental dos EUA. Em janeiro de 2025, foi nomeado para o Departamento de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho e atuou como conselheiro sênior até maio deste ano.
Além disso, ele também é responsável por liderar projetos regionais e estruturais para promover a agenda America First de Trump. Nos últimos meses, viajou para África e pela Europa com o objetivo de promover a política externa de Trump e fortalecer relações com grupos de extrema direita.
Entenda o caso
governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou os pedidos de visto oficial apresentados por dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que planejavam viajar ao Brasil para cumprir uma agenda de reuniões com autoridades eleitorais e integrantes da oposição. A informação foi confirmada por fontes do governo federal à jornalista Janaína Figueiredo, do UOL.
Risco de ingerência no processo eleitoral
De acordo com fontes ouvidas em Brasília, a decisão foi tomada após o governo avaliar que havia uma relação direta entre a missão dos representantes norte-americanos e as recentes iniciativas da campanha do pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro.
Na avaliação das autoridades, a agenda dos enviados poderia ser utilizada para reforçar questionamentos ao sistema eleitoral brasileiro, o que foi interpretado como uma tentativa de interferência externa em assuntos internos do país.
Entre os fatores considerados pelo governo está uma reunião promovida por Flávio Bolsonaro com embaixadores em Brasília, ocasião em que foram feitas críticas ao sistema eleitoral brasileiro. Segundo integrantes do Executivo, a possibilidade de representantes do governo dos Estados Unidos participarem de encontros relacionados ao tema foi considerada um elemento de preocupação.
LEIA MAIS: Lula nega vistos a enviados do governo dos EUA que vinham para desacreditar eleição
Leia também
Mais notícias relacionadas
Eleições 2026
Flávio Bolsonaro dobra aposta e desafia STF
26/07/2026 19:40
Eleições 2026
VÍDEO: Milei exibe fralda geriátrica durante evento de Flávio Bolsonaro
26/07/2026 18:35
Eleições 2026
Lindbergh aciona PGR contra Flávio Bolsonaro por “vários crimes cometidos na convenção do PL”
26/07/2026 17:35
Eleições 2026
Líder da oposição argentina rebate ataques de Milei a Lula: “Vergonha”
26/07/2026 17:35
Comunidade
Comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ainda não há comentários aprovados.