Audio
Ouvir esta noticia
Use o player para escutar a materia.
A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permaneceu praticamente inalterada, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (24). O levantamento mostra que 32% dos brasileiros consideram a gestão ótima ou boa, 28% a classificam como regular e 38% a avaliam como ruim ou péssima, repetindo o cenário registrado nos levantamentos de maio e junho.
Os números foram coletados entre os dias 22 e 23 de julho, período marcado pela nova rodada de sobretaxas impostas pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. Apesar da escalada da tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos, o episódio ainda não provocou mudanças perceptíveis na percepção dos eleitores sobre o governo federal.
Avaliação do governo segue em estabilidade
A pesquisa Datafolha, registrada sob o código BR-01166-2026, confirma que a avaliação do governo Lula atravessa um período de estabilidade. Os percentuais de ótimo ou bom (32%), regular (28%) e ruim ou péssimo (38%) permanecem praticamente idênticos aos das duas pesquisas anteriores.
Quando perguntados se aprovam ou desaprovam a gestão do presidente, 49% responderam positivamente, contra 48% que disseram desaprovar o governo. Como a oscilação está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o instituto considera o cenário estável.
SAIBA MAIS – Datafolha: Lula tem 40%, e Flávio Bolsonaro, 32% no primeiro turno
O resultado consolida a recuperação observada desde o segundo semestre do ano passado. Após atingir, entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, o pior índice de aprovação de seus três mandatos, Lula voltou ao patamar próximo de um terço de avaliações positivas e, desde então, mantém esse nível sem grandes oscilações.
Tarifaço ainda não teve reflexo nas pesquisas
O levantamento foi realizado logo após o governo Donald Trump anunciar uma nova rodada de tarifas sobre produtos brasileiros.
Em 15 de julho, Washington comunicou a ampliação das sobretaxas. Já na quarta-feira (22), durante o período de entrevistas do Datafolha, o governo americano anunciou novas medidas, desta vez associadas a acusações de trabalho análogo à escravidão no Brasil.
Como o trabalho de campo ocorreu entre os dias 22 e 23, especialistas consideram que ainda não houve tempo suficiente para que a opinião pública assimilasse os efeitos políticos da nova crise comercial.
O cenário lembra o primeiro tarifaço promovido por Trump, quando Lula adotou um discurso em defesa da soberania nacional e viu seus índices melhorarem nas pesquisas realizadas nas semanas seguintes. Desta vez, porém, ainda é cedo para afirmar se o novo embate entre Brasília e Washington produzirá efeito semelhante.
Quem aprova e quem rejeita Lula
A pesquisa também mostra que a avaliação do governo continua refletindo a divisão do eleitorado brasileiro.
As avaliações negativas são mais frequentes entre homens, moradores da Região Sul, pessoas com ensino superior e evangélicos. Já os índices positivos são maiores entre católicos, eleitores de baixa renda, pessoas com mais de 60 anos, moradores do Nordeste e brasileiros com menor escolaridade.
O levantamento também perguntou quais são os principais problemas do país na percepção da população. A saúde aparece em primeiro lugar, com 21% das respostas, seguida pela segurança pública (19%) e pela economia (14%), praticamente repetindo o resultado da pesquisa anterior.
Leia também
Mais notícias relacionadas
Eleições 2026
Márcio França revela por que Bolsonaro escolheu Flávio e não Tarcísio como candidato, e surpreende
26/07/2026 14:25
Eleições 2026
Lula em artigo no Washington Post: “ninguém vai nos derrotar com base em mentiras”,
26/07/2026 13:20
Eleições 2026
Dois jovens do PT e do PSOL serão suplentes de Marina e Tebet
26/07/2026 12:20
Eleições 2026
Nikolas Ferreira fala em rachadinha em discurso na convenção de Flávio Bolsonaro
26/07/2026 11:20
Comunidade
Comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ainda não há comentários aprovados.