Eleições 2026

Governo Tarcísio é acionado na Justiça após ignorar 130 mil professores aprovados em concurso

C

Por Carlos viana

23/07/2026 23:40 · 3 min de leitura

Governo Tarcísio é acionado na Justiça após ignorar 130 mil professores aprovados em concurso
Foto: de Caiado com Tarcísio e causa intriga com governador e Flávio Bolsonaro">Kassab

Audio

Ouvir esta noticia

Use o player para escutar a materia.

Enquanto as escolas estaduais paulistas amargam um déficit de mais de 100 mil professores, segundo dados do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) deixou expirar a validade de um concurso público que contava com mais de 130 mil candidatos aprovados. Diante desse cenário, a entidade sindical recorreu à Justiça para tentar prorrogar a validade do certame.

A ação, protocolada em 20 de julho, exige, além da prorrogação, a convocação imediata dos aprovados, incluindo candidatos das disciplinas de Filosofia e Sociologia.

Segundo a Apeoesp, o governo estadual ignorou reiterados pedidos dos docentes e agora sinaliza a intenção de abrir um novo concurso. A iniciativa é classificada pela entidade como “descabida”, pois geraria “mais gasto de dinheiro público e também novo ônus financeiro para os professores com taxa de inscrição”.

O concurso em questão foi lançado em 2023 e homologado em julho de 2024, com o objetivo de recompor o quadro efetivo do magistério paulista. Antes do vencimento do prazo, a presidenta licenciada do sindicato e deputada estadual Professora Bebel (PT) chegou a encaminhar uma indicação formal ao governador solicitando a extensão da validade, mas o apelo não surtiu efeito.

Precarização e omissão

Para a parlamentar, a omissão do governo agrava um quadro já crítico na educação pública. “Diante da intransigência do governador e da falta de pelo menos 100 mil professores na rede estadual, não restou outra alternativa senão recorrer à Justiça. Há profissionais aprovados aguardando convocação enquanto milhares de estudantes convivem com a falta de docentes em sala de aula”, denuncia.

A ação judicial também argumenta que a rede estadual segue excessivamente dependente de contratações temporárias e precárias para suprir necessidades permanentes. Essa situação poderia ser resolvida com a nomeação dos profissionais já aprovados no concurso vigente.

Segundo Bebel, a prorrogação tem respaldo no artigo 37 da Constituição Federal e representa uma medida básica de interesse público. “Além de fortalecer o quadro efetivo do magistério, a prorrogação evita novos gastos com outro concurso, aproveita profissionais já selecionados e garante mais estabilidade para as escolas e para os estudantes. É uma medida que valoriza a educação pública e assegura maior continuidade ao processo pedagógico”, defende.

9 visualizações

Compartilhe

Compartilhe esta notícia

Envie para suas redes sem sair da página.

Leia também

Mais notícias relacionadas

Comunidade

Comentários

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.

Escreva pelo menos 30 caracteres. 0/3000

Ainda não há comentários aprovados.

Aviso de cookies

Usamos cookies para melhorar sua experiência, medir audiência e manter recursos do portal funcionando corretamente.