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Vereadora Benny Briolly foge de emboscada em Paraty denuncia intimidação miliciana: “Achei que iria morrer”

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Por Carlos viana

24/07/2026 07:00 · 4 min de leitura

Vereadora Benny Briolly foge de emboscada em Paraty denuncia intimidação miliciana: “Achei que iria morrer”
Foto: A vereadora e ativista Benny Briolly - Foto: Luiza Rodrigues/Divulgação

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A vereadora Benny Briolly (PT), de Niterói, denunciou ter sido alvo de uma emboscada na tarde de quinta-feira (23), durante visita à Aldeia Rio Pequeno, em Paraty. Ela cumpria agenda institucional ao lado da cacique Neusa Guarani quando o carro em que estavam foi bloqueado por veículos de desconhecidos, obrigando a equipe a fugir às pressas. A parlamentar descreveu o episódio como uma tentativa de intimidação diretamente ligada à sua atuação em defesa dos direitos dos povos originários e afirmou ter achado que seria assassinada.

A emboscada em Paraty

A vereadora Benny Briolly e a cacique Neusa Guarani percorriam a Aldeia Rio Pequeno quando foram surpreendidas por veículos que bloquearam o carro em que estavam. Segundo o relato da própria parlamentar, dois veículos fecharam o carro do motorista e um terceiro se aproximou pelo outro lado, cercando o grupo. A equipe conseguiu romper o bloqueio e se refugiar em uma área da aldeia coberta por câmeras de segurança.

“Fomos bloqueadas por carros que nos cercaram. Conseguimos sair e entramos na aldeia, em uma parte que tem câmeras de segurança”, relatou Briolly. A vereadora descreveu o momento com palavras que não deixam margem para ambiguidade sobre o nível de terror vivido: “Parecia que a gente ia ser assassinada” e “Achei que eu ia morrer”. A situação, segundo ela, foi a mais grave que enfrentou em uma trajetória já marcada por ameaças recorrentes.

Ameaça e intimidação

A parlamentar interpretou o ataque como uma resposta direta à sua presença na aldeia em defesa dos direitos territoriais indígenas. “Ameaçaram porque veio uma parlamentar fortalecer a luta pelos direitos dos povos originários”, afirmou. A leitura é a de que a visita institucional, por si só, foi suficiente para acionar uma reação violenta de grupos que operam na região.

O impacto do episódio não se restringiu aos adultos presentes. As crianças da aldeia que testemunharam a cena demonstraram angústia e medo, segundo o relato da vereadora, que descreveu o conjunto da situação como “uma barbárie total”. Briolly ressaltou que, embora receba ameaças com frequência, esta foi a primeira vez que viveu uma perseguição física com tal grau de gravidade. “É uma mistura de medo e revolta”, disse, em declaração que resume tanto o impacto imediato quanto a indignação política diante do ocorrido.

Contexto da visita e repercussão

A visita de Benny Briolly à Aldeia Rio Pequeno integrava uma agenda institucional mais ampla de encontros com comunidades tradicionais. O objetivo, segundo a equipe da parlamentar, era ouvir demandas locais e fortalecer a defesa de políticas públicas voltadas à proteção dos territórios indígenas, sem qualquer caráter de confronto ou provocação. A presença da vereadora ao lado da cacique Neusa Guarani seguia, portanto, um roteiro de atuação parlamentar ordinária, o que torna o ataque ainda mais revelador sobre a disposição de grupos armados de intimidar qualquer aproximação política com essas comunidades.

Após o cerco, a cacique Neusa Guarani acionou o programa de proteção ao qual está vinculada, e escoltas policiais chegaram ao local. Tanto Briolly quanto Neusa Guarani possuem medidas protetivas, o que acelerou a resposta das autoridades naquele momento. A vereadora acionou a Justiça Global para acompanhamento jurídico do caso e deixou a aldeia em carro blindado com escolta policial. O episódio será levado às autoridades competentes para investigação, embora a identidade dos responsáveis pelo cerco ainda não tenha sido confirmada publicamente.

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