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Surreal: Defesa de Bolsonaro pede a Moraes autorização para visita de Milei

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Por Carlos viana

17/07/2026 21:06 · 3 min de leitura

Surreal: Defesa de Bolsonaro pede a Moraes autorização para visita de Milei
Foto: - Javier Milei e Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução/X

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A defesa de Jair Bolsonaro protocolou, nesta sexta-feira (17), pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o presidente da Argentina, Javier Milei, o visite em sua residência em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar humanitária desde novembro de 2025.

O encontro está marcado para 25 de julho, a partir das 16h, data que coincide com a convenção nacional do PL destinada a oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Milei anunciou a viagem na semana anterior, afirmando que viria ao Brasil para apoiar o senador e que aproveitaria a passagem para visitar o pai.

A comitiva prevista inclui o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, a secretária-geral da Presidência argentina, Karina Milei, irmã do presidente, e o intérprete Enrique Luis de Boero Baby.

A presença de Milei no Brasil, portanto, servirá, simultaneamente, a dois propósitos declarados pelo próprio presidente argentino: participar do lançamento da candidatura de Flávio e visitar Jair Bolsonaro.

Argumentos da defesa e status de Bolsonaro

Para justificar o pedido, os advogados de Bolsonaro argumentam que a restrição de visitas por 90 dias, imposta quando o ex-presidente condenado passou a cumprir prisão domiciliar, foi estabelecida em razão de sua recuperação de uma broncopneumonia.

Segundo a defesa, esse fundamento médico “deixou de existir” e, portanto, a proibição perdeu sua razão de ser. Na petição, os advogados sustentam ainda que se trata de “visita de Chefe de Estado estrangeiro previamente comunicada, de curta duração”, com todos os participantes identificados e a realização “integralmente submetida ao prévio controle e autorização” do juízo.

A defesa acrescenta que a vinda de Milei foi comunicada pelas autoridades argentinas à Embaixada do Brasil em Buenos Aires, buscando enquadrar o encontro como ato de protocolo diplomático.

O argumento, porém, não apaga o que está em jogo: Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta em novembro de 2025, por ter liderado uma tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder após a derrota nas eleições de 2022. A prisão domiciliar foi concedida por razões humanitárias, em função de seu estado de saúde.

Implicações e próximos passos

A autorização depende, exclusivamente, de decisão do ministro Alexandre de Moraes, que até o momento não se manifestou sobre o pedido. Enquanto o STF não se pronuncia, a visita permanece suspensa.

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